De acordo com o pneumologista Irinei Melek, apesar de acontecer a contaminação em pessoas vacinadas, já é perceptível o efeito da vacina para o não agravamento dos casos.
A sensação dos pacientes de estarem 100% imunes após receberem as duas doses da vacina contra a covid-19 têm sido um desafio para os médicos que estão na linha de frente em Curitiba e região metropolitana. O relaxamento no uso de máscara, o fim do distanciamento social e o abandono do álcool em gel fazem com que estas pessoas fiquem suscetíveis à contaminação, já que nenhuma vacina garante uma proteção total contra as doenças virais.
Estudos apontam que a Coronavac, por exemplo, após a segunda dose aplicada com 28 dias de intervalos, tem uma proteção na faixa de 60%, enquanto a Astrazeneca, após a segunda dose, chega a 80%. Como a matemática mostra, nenhuma garante 100% de imunidade, como alerta o presidente da Associação Paranaense de Pneumologia e Tisiologia, Irinei Melek, que é intensivista do Hospital Angelina Caron e está na linha de frente do combate à covid-19.
“Temos que continuar os cuidados até que se tenha o retrocesso da doença, porque nem todos estão vacinados e nós temos com o imunizante uma proteção parcial. Existe inúmeros casos de pessoas que achando que estavam imunes acabaram adquirindo a doença, porque deixaram de usar máscara ou simplesmente higienizar as mãos. O distanciamento social, uso de máscara e higiene das mãos são importantes mesmo após a imunização”
De acordo com Melek, em entrevista à Banda B nesta terça-feira, apesar de haver casos de contaminação em pessoas vacinadas, já é perceptível perceber o diferencial da vacina naqueles que receberam as doses.
“A população internada e que está morrendo é um pouco diferente do que vimos no início da pandemia. O número de casos dos mais idosos teve sim uma diminuição, especialmente na internação ou casos graves. Realmente existe casos mais graves em jovens agora, indicando que a vacina está sim dando efeito nas pessoas do grupo de risco”
Ainda na entrevista, Melek destacou que os hábitos de higiene que aprendemos na pandemia deverão continuar para sempre.
BANDA B..

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