Frota expulso, ataques ao Capitão.
Brasília, 13 de agosto de 2019. A direção do Partido Social Liberal, por unanimidade expulsou o Deputado Alexandre Frota. por seguidos ataques ao Presidente Jair Bolsonaro.
Deputado é expulso do Partido. Ataques políticos contra o Chefe.
O PSL determinou nesta terça-feira (13), por unanimidade (oito votos a
zero) a expulsão do deputado federal Alexandre Frota (SP), que
recentemente passou a fazer críticas à legenda e ao governo do
presidente Jair Bolsonaro, seu correligionário. Uma das peças mais
atuantes em favor da votação da reforma da Previdência, Frota estava
insatisfeito com o veto do Palácio do Planalto a indicações dele para
cargos na Agência Nacional de Cinema (Ancine) e a perda de poder do
diretório municipal de Cotia, região metropolitana da capital paulista.
A decisão expõe um racha dentro do diretório estadual da sigla em São
Paulo, hoje, comandado pelo filho do mandatário, deputado Eduardo
Bolsonaro (PSL-SP).
Oficialmente, a executiva nacional do PSL justificou a saída
afirmando que Frota demonstrou “infidelidade” ao atacar o governo e
colegas de bancada nos últimos meses. O deputado foi criticado,
sobretudo, por se abster na votação do 2º turno da Previdência, o que
foi considerado uma “traição” à legenda. A proposta foi aprovada por 370
votos a favor, 124 contra e uma abstenção, a do parlamentar.
“Não concordamos com os argumentos dele”, afirmou Luciano Bivar,
presidente do partido, justificando a decisão de seu partido em
expulsá-lo.
Nas últimas semanas, a situação do parlamentar na sigla piorou ainda
mais após ele afirmar que o presidente Jair Bolsonaro é a sua “maior
decepção” e que a indicação de Eduardo Bolsonaro para a embaixada
brasileira em Washington representa a “velha política”.
Na semana passada, Frota compartilhou uma reportagem crítica ao
presidente e seus filhos que relatava os laços familiares de empregados
nomeados por eles desde 1991. No mesmo dia, atacou a deputada Carla
Zambelli (PSL-SP) por uma postagem dela, criticando-o pela aproximação
com o governador de São Paulo, João Doria, do PSDB.
Briga interna
Os controles dos diretórios municipais no Estado viraram uma disputa
entre o grupo político do senador Major Olímpio (PSL-SP) e parte dos
parlamentares não ligados à bancada militar, como Junior Bozella e o
próprio Frota. O senador articulou o processo de expulsão endossando o
pedido feito por Carla Zambelli e subscrito pelos também deputados
Caroline di Toni (SC), Bia Kicis (DF) e por Luiz Philippe de Orleans e
Bragança (SP).
Frota afirmou publicamente que o senador instalou uma “milícia de
ex-PMs” no PSL. Irritado, Olímpio pediu a sua expulsão. Os dois brigavam
por espaço na estrutura do partido.
No sábado, o parlamentar desativou seus perfis nas redes sociais. A
medida foi vista como uma “prevenção” aos ataques que poderá vir a
sofrer com a expulsão, confirmada há pouco. No Facebook, Frota tinha 1,1
milhão de seguidores. No Twitter, somava 170 mil seguidores.
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