(Foto: Reprodução/StreetView)
Sirenes instaladas no terminal de Fazenda Rio Grande,
na região metropolitana de Curitiba, têm causado polêmica entre os
passageiros de ônibus. A ação foi tomada pelo Grupo Leblon, que
administra o local, para espantar os cachorros abandonados, que “representam risco à segurança dos funcionários e usuários do transporte coletivo”.
Segundo a empresa, várias pessoas já foram atacadas pelos animais,
que não são vacinados. “Em duas ocasiões, inclusive, passageiros idosos
foram atacados. Funcionários também foram mordidos”, afirma o grupo.
Muitos moradores, no entanto, não gostaram da iniciativa. “Nós
estamos com uma situação muito desagradável. O barulho do equipamento
irrita até os humanos. Eu fiquei dez minutos esperando o ônibus lá com o
zumbido no ouvido, é terrível. Imagina então como é para os cães”,
disse a auxiliar de serviços gerais Talita Cichon, que vive no
município, em entrevista à Banda B.
Segundo ela, normalmente os animais são dóceis e não representam
perigo. “Parece que apenas um deles se assustou com o barulho e teria
mordido uma pessoa. Mas foi só esse caso que eu soube. A empresa não fez
nenhuma pesquisa de impacto, nada. Eu acho que isso caracteriza
maus-tratos, acredito que há uma lei que protege os animais”, completou a
moradora.
Em nota, a prefeitura de Fazenda Rio Grande disse que desconhecia a
realização de testes de qualquer origem para o “afastamento de cães”.
Leia o texto na íntegra abaixo:
A Prefeitura de Fazenda Rio Grande, por meio da Secretaria de
Urbanismo, informa que desconhecia a realização de testes de qualquer
origem para o “afastamento de cães” do terminal e que estão sendo
tomadas providências para que usuários não sejam prejudicados, assim
como, os animais.
Com relação aos cachorros, a Prefeitura informa que tem um
projeto a ser implantado nas próximas semanas que prevê a castração de
20 cachorros por semana, com uma média de 80 ao mês, por meio de
parcerias com a PUC, ONGs e entidades ligadas à proteção animal.
Além disso, o município conta com uma ONG de Proteção Animal assistida pela Prefeitura.
A administração ressalta que vem sofrendo com relação ao abandono
de animais nas divisas com Curitiba, principalmente nos bairros Umbará
com Iguaçu.
Veja abaixo a nota do grupo Leblon:
A permanência dos cães abandonados no Terminal Fazenda Rio Grande
tem representado sérios riscos à segurança dos frequentadores do local,
como passageiros e funcionários.
Foram várias as ocorrências de pessoas atacadas pelos animais que,
em estado de abandono, não são vacinados. Assim, há também risco à
saúde dos passageiros e funcionários do terminal.
Em duas ocasiões, inclusive, passageiros idosos foram atacados.
Funcionários também foram mordidos.
Por mais que haja limpeza no local, as fezes dos cães também são outro grave problema.
Passageiros escorregaram nestas fezes e se feriram. Um deles lesionou um dos tornozelos e teve de ser submetido à cirurgia.
Os cães também atacam veículos, em especial os de pequeno porte,
como viaturas que tiveram placas e ponteira de para-choque arrancadas
pelos animais.
O Grupo Leblon solicitou ao departamento de ação social da
prefeitura providências cabíveis, mas como não há uma divisão de
zoonozes, o quadro persistiu.
A Leblon também oficiou a Câmara Municipal de Fazenda Rio Grande buscando uma solução para o problema.
Em busca de uma alternativa, a empresa adquiriu um sistema sonoro
que impede a aproximação e a permanência dos animais, sem representar
risco ou agressão aos cães e aos frequentadores do Terminal. Tal
tecnologia emite uma frequência sonora que é incômoda aos cães, mas não
causa nenhuma lesão aos animais.
O sistema está em fase de testes. No primeiro dia, o volume estava um pouco alto, sendo ajustado logo em seguida.
Os testes prosseguem, sendo um projeto piloto.
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