A estudante Tamires Paula de Almeida, de 14 anos, foi morta dentro do elevador – reprodução redes sociais
O juiz substituto Lionardo José de Oliveira decretou, no início da
noite de quinta-feira, 24, a internação provisória do estudante de 13
anos suspeito de ter matado a também estudante Tamires Paula de Almeida,
de 14, na quarta-feira, 23, no condomínio onde ambos moravam, no Jardim
América, em Goiânia (GO). O adolescente ficará internado por até 45
dias.
Nos próximos dias deve ocorrer a audiência para apresentação do menor
em juízo. Após isso será aberto espaço para defesa prévia e, na
sequência, serão ouvidas testemunhas de acusação e de defesa. Após esta
etapa, explicou o Tribunal de Justiça de Goiás, o juiz deverá estar
preparado para proferir sentença, conforme dispõe o Estatuto da Criança e
do Adolescente.
O caso tem tido grande repercussão, e a família do adolescente afirma
que está sendo ameaçada pelas redes sociais. Já os familiares de
Tamires estão em luto. Sob aplausos e comoção a garota foi enterrada no
início da tarde de quinta-feira na cidade de Pires do Rio, de onde veio
para estudar em Goiânia. A garota era filha única e morava com a mãe no
prédio onde ocorre a tragédia.
A mulher passou mal e, segundo vizinhos, tentou se jogar do prédio ao
ver o corpo da filha. A mãe do suspeito também teve um mal súbito ao
ver a vítima morta nas escadarias do prédio, para onde foi arrastada
pelo estudante.
A mãe tem declarado que o filho sofreu bullying na escola, por ser
muito alto para os 13 anos de idade, e defendido que ele tem que pagar
pelo que fez. O adolescente é o caçula de quatro filhos e morava com os
irmãos e os pais, um mecânico e uma corretora de imóveis.
Tamires foi esfaqueada várias vezes pelo vizinho, com quem não teria
contato. Descrito por policiais e promotores de Justiça como frio, o
garoto não manifestou arrependimento e contou às autoridades que
pretendia matar mais duas adolescentes da mesma escola.
Ele planejou o crime desde o aniversário, em junho, quando usou o
dinheiro ganho como presente dos pais para comprar a faca usada contra a
adolescente.
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