Por Elizangela Jubanski com O Repórter
Ex-prefeito
da cidade Gilberto Dranka e, de costas, ex-vereador e presidente da
Câmara Municipal, Leonides Maahs,. Foto: O Regional
Todos os acusados no envolvimento do assassinato do prefeito eleito
da cidade de Piên, Loir Dreveck, de 52 anos, continuarão presos e irão a
júri popular. A decisão é do juiz Rodrigo Murilus, da comarca de Rio
Negro, divulgada na noite desta sexta-feira (30), por volta das 22
horas, após audiência com os réus.
Os acusados de serem mandante do crime – o ex-prefeito da cidade
Gilberto Dranka e ex-vereador Leonides Maahs, assim como a dupla que
efetivou a morte de Dreveck, por disparos de arma de fogo, Amilton
Padilha e Orvandir Pedrin foram até o Fórum de Rio Negro, na tarde de
sexta, para a decisão. O júri popular deve acontecer até o fim do ano,
já que todos permanecem presos.
A irmã de Loir, Rosilda Dreveck, que acompanhou as oitivas, afirma
que foi muito difícil o momento. “Foi uma batalha e a gente até fica com
medo de que eles consigam um habeas corpus, que eles saíam da
prisão. Porque estão alegando que não tem mais comoção popular e que não
representam mais perigo pra sociedade”, afirma.
Já o advogado do ex-prefeito Cláudio Dalledone acredita na inocência
dele. “Vamos provar a inocência do meu cliente, isso tem procedimento,
existem recursos, existem sustentações orais e tudo isso vai provar a
inocência de Gilberto Dranka. Júri popular não vai atribuir culpa a ele,
de forma nenhuma. Teremos outros instantes processuais e tudo isso será
trabalhado, até se chegar ao que ele merece, que é a absolvição”,
defendeu.
Crime
Casado e pai de três filhos, o político é suspeito de envolvimento na
morte do prefeito eleito da cidade Loir Dreveck, de 52 anos, – que foi
assassinado no dia 17 de dezembro de 2016 antes de tomar posse no cargo.
Ele foi baleado por um motociclista em dezembro de 2016 em uma rodovia
de Santa Catarina quando viajava com a família. Dreveck chegou a ser
internado, mas morreu três dias depois.
BANDA B..
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