Por Marina Sequinel
Apesar de pequena, a cobra é venenosa. (Foto: Colaboração/Banda B)
Os funcionários de uma floricultura na Avenida das Torres, em Curitiba, levaram um baita susto nesta segunda-feira (22). Ao mexerem em um vaso de bambu, eles encontraram um filhote de jararaca – cobra venenosa causadora de grande parte de acidentes com animais peçonhentos no Brasil, inclusive com mortalidade.
“Os meninos ergueram a planta e deram de cara com o filhotinho de
jararaca. Com todo o cuidado, eles a pegaram e colocaram em um pote… Mas
e quem disse que o governo vem retirar o bicho? Se eu matar é crime
ambiental”, reclamou Marcelo Moreira, dono da floricultura, em
entrevista ao radialista Geovane Barreiro para o Jornal da Banda B 2ª Edição.
Segundo ele, a principal hipótese é de que o animal tenha vindo da
roça junto com a planta. “Pode ser que na hora de transportar as mudas, o
produtor não tenha visto a cobra. Isso é algo que pode acontecer. O
problema, na verdade, está na total falta de respaldo do poder público”,
completou Marcelo.
Ele contou que ligou para a prefeitura de Curitiba, para a ouvidoria
do estado, na Força Verde e, por último, no Instituto Ambiental do
Paraná [IAP], que seria responsável pela retirada do animal. “Eu entrei
em contato com um e eles foram repassando para outros órgãos, até que
disseram que eu deveria procurar o IAP. Foi o que eu fiz, mas a resposta
que tive foi de que eles não teriam carro nem nada para buscar a
jararaca. Se eu quisesse, teria que levá-la até eles. Agora eu pergunto:
Por que a gente paga tanto imposto e o governo não faz um serviço que
preste?”, desabafou.
Sobre o caso, a Banda B entrou em contato com o IAP, que enviou a seguinte nota:
O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) informa que não faz o
resgate de animais nativos silvestres. O resgate é feito em conjunto com
demais órgãos, quando o animal está em risco ou oferece risco à
população.
No caso citado pela reportagem da Banda B, trata-se de um animal
pequeno que já foi devidamente isolado e não apresenta esse risco. Cabe
ao IAP, portanto, receber o animal e realizar a sua destinação de acordo
com a condição de saúde dele.
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