O número de casos de chikungunya no País aumentou 88% em um mês.
Boletim epidemiológico mostra que foram registrados até 13 de maio
80.949 pacientes com suspeita da doença. Até 15 de abril, haviam sido
identificados 43.010. Apesar do aumento expressivo no período, os dados
deste ano ainda são significativamente menores do que o registrado ano
passado, quando foram feitas 179.026 notificações. Até agora, foram
registradas 13 mortes. Em 2016, a doença provocou 196 óbitos.
A maior taxa de incidência de casos é no Nordeste. A região
apresentou uma proporção de 93,3 notificações a cada 100 mil habitantes.
Em seguida, vem a região Norte, com 45,6 casos a cada 100 mil. Ceará
apresenta epidemia da doença, com incidência de 462,7 casos por 100 mil
habitantes. Também preocupam o Ministério da Saúde Roraima e Tocantins.
Embora em menor número do que o ano passado, os casos de zika também
aumentaram no último mês. Até 13 de maio, foram contabilizados 9.351
casos prováveis da infecção, 18% a mais do que o registrado até o
boletim de 15 de abril. Entre gestantes, foram notificados 1.419 casos,
dos quais já foram confirmados 339. Mesmo com o aumento em relação a
abril, os casos de zika este ano são expressivamente menores do que os
apresentado em 2016. A queda é de 95,1%.
A dengue continua sendo a doença transmitida pelo Aedes aegypti mais
difundida entre a população brasileira. Este ano, foram 144 326 casos
suspeitos. Em um mês, os registros avançaram 27%. O Nordeste apresentou o
maior número de casos prováveis (45.431, o equivalente a 31,5% do
número nacional). Em seguida, vem a região Sudeste ( com 29,6% dos
casos), o Centro-Oeste (com 24,1%) , Norte (12,5%) e Sul (2,4%). Quando
se analisam os índices nacionais, os casos de dengue este ano sofreram
uma redução de 89,3% em relação ao mesmo período de 2016.

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