Por Felipe Ribeiro e Flávia Barros
Após mais de oito horas, a Polícia Militar conseguiu libertar durante
a tarde desta quarta-feira (7) a jovem cadeirante de 19 anos que era
mantida como refém pelo padrasto, no bairro Tatuquara, em Curitiba. A
vítima sofre de mielomeningocele e é cadeirante, mas não se feriu
enquanto esteve trancada com ele. Já o padrasto, segundo familiares,
sofre de transtorno bipolar e teria demonstrado sinais agressivos já
durante a madrugada.
Foto: Colaboração
Policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope)
cercaram a residência por volta das 7 horas e um psicólogo tentou
convencer o padrasto a desistir de qualquer ação. Uso de força foi
necessário para impedir que ele tomasse qualquer atitude.
De acordo com o tenente Osias, a polícia percebeu ele armado e a
técnica não letal foi utilizada para evitar que ele continuasse se auto
agredindo. “Em um certo momento a negociação não avançava. Como o
ambiente estava controlado, a medida foi tomada para evitar que alguém
de machucasse”, explicou.
Testemunhas contaram ainda no local que o agressor toma
aproximadamente dez remédios diferentes por dia. Segundo a polícia, em
momento algum ele ameaçou agredir a jovem e foi encontrado com alguns
cortes que cometeu contra si. Ele foi encaminhado ao pronto-socorro por
uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A
família já tentou interná-lo anteriormente, mas por pelo menos mais de
uma vez, fugiu do tratamento.
A mãe da jovem mora com este homem há dez anos. Ela também usa medicamentos controlados.
Todos os envolvidos ficaram bem na situação. A Polícia Civil deve verificar o caso.
BANDA B..
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