A Polícia Civil de Santo Antônio da Platina, chefiada pelo delegado Tristão Antônio Borborema de Carvalho elucidou o assassinato do travesti Kesley Luiz dos Santos Arruda, 26 anos, conhecido como “Naomi”, morto a pauladas na madrugada da última quarta-feira, dia nove, nas imediações do Posto Platina, antigo Platinão, às margens da BR-153.
Investigadores, após
diligências de campo e uma série de entrevistas chegaram ao nome do
autor, o eletricista de 24 anos Lucas Felipe Fernandes (fotos), morador
no bairro Altvater.
Dias antes do assassinato, a mãe de Lucas
se envolveu em uma briga com o travesti. “Esses dados foram os passos
iniciais das investigações” afirma André Facco, investigador que
coordena o Núcleo de Inteligência da unidade. A partir dessas
informações, segundo a polícia, foi monitorado o percurso do criminoso.
“Com o caso concluído e reunidas as
provas, solicitei ao Poder Judiciária a decretação da prisão temporária
de Lucas pelo prazo de 30 dias pelo crime de homicídio qualificado
(motivo torpe e meio cruel) que foi acolhido pelo juiz”. Com isso, fomos
ao encalço do assassino que recebeu voz de prisão na unidade, quando se
apresentou com advogado, imaginando estar fora do prazo de flagrante.
A ordem judicial e a rápida solução do
caso possibilitou a decretação da sua prisão. Com isso, todos os sete
homicídios ocorridos no ano em Santo Antônio da Platina foram
solucionados e os autores estão presos”, arremata Tristão.
Lucas confessou que agrediu o travesti e
assim o fez por vingança, pelo fato de sua mãe ter sido surrada
anteriormente por Kesley. Disse que não tinha intenção de matar, apenas
agredir e que, após atingir a vítima com três pauladas na cabeça, fugiu
do local e jogou o pedaço de pau em um riacho. Depois disso, fugiu para
Guapirama onde deixou o carro e permaneceu escondido por dois dias.
A Polícia ainda precisa ouvir uma pessoa
que acompanhava o homicida que já foi identificada. Lucas disse que
apenas estava dando carona ao amigo e que ele não participou das
agressões. O veículo da marca VW Fusca, de cor amarela, pilotado por
Lucas naquela ocasião, será periciado. Serão feitas buscas para
localizar o pedaço do pau usado nas agressões.
Segundo o delegado, ao final de um mês,
solicitará à Justiça da decretação da prisão preventiva para que Lucas
responda preso até seu julgamento pelo Tribunal do Júri. Se condenado,
pode ser apenado com até 30 anos.
FONTE - NPDIARIO

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