O
horário de verão começa neste domingo (18) em 10 estados das regiões Sul,
Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, além do Distrito Federal. Nesses
locais os relógios devem ser adiantados em uma hora, deixando o domingo
com 23 horas de duração. A operação inversa, que vai marcar o final do
horário de verão, será realizada à zero hora de 21 de fevereiro do ano
que vem.
Com
base em edições anteriores, a estimativa da Copel é que o horário de
verão contribua para reduzir em 4,5% os níveis máximos de demanda por
energia elétrica entre às 18h e às 21h. Isso corresponde a dispensar a
injeção de 200 megawattts de potência no sistema elétrico estadual
durante as horas de intenso consumo simultâneo. Tal valor equivale à
demanda máxima de uma cidade como Maringá.
REDUÇÃO
DA DEMANDA – Ao contrário do que muita gente pensa, a principal
finalidade do horário de verão não é reduzir o consumo de eletricidade,
mas distribuir de maneira mais racional a elevação da demanda das
diversas classes consumidoras durante o horário de ponta, aliviando as
condições de operação de instalações como usinas geradoras, subestações e
linhas de transmissão.
Embora
exista redução nos níveis de consumo, ela é da ordem de 0,5%, em
decorrência da maior disponibilidade de iluminação natural, o que
permite reduzir o tempo de uso de lâmpadas.
A
lógica do horário de verão é simples. O adiantamento dos relógios em
uma hora durante o período do ano em que os dias são mais longos altera
as curvas máximas de demanda no final do dia, oferecendo uma folga
operacional às unidades geradoras. Por exemplo, a ativação dos sistemas
de iluminação pública – cujas lâmpadas são acionadas automaticamente ao
escurecer, independentemente da hora do dia – só acontece depois de
encerrado o expediente na maior parte dos escritórios e indústrias e de
superado o momento de maior demanda nas residências.
No
entanto, a forte demanda de energia entre às 14h e às 17h nos últimos
verões – causada pela popularização e maior uso de equipamentos de
refrigeração – tem sido responsável por deslocar o pico de consumo de
energia para este horário nos meses mais quentes. Como o horário de
verão tem efeito apenas nos consumos ao fim do dia, ao longo da tarde é
importante que as pessoas façam uso racional de ar-condicionado e demais
equipamentos elétricos.
HISTÓRICO
– Esta será a 41a vez que o horário de verão será adotado no País. A
história da medida no Brasil começou na década de 30, pelas mãos do
então presidente Getúlio Vargas. Sua versão de estreia durou quase meio
ano, em vigor de 3 de outubro de 1931 até 31 de março de 1932.
Nos
35 anos seguintes, a medida foi instituída em nove oportunidades – em
1932, de 1949 a 1952, em 1963 e de 1965 a 1967. Depois de muito tempo
esquecido, o horário de verão ressurgiu em 1985, por decreto do
presidente José Sarney, sendo adotado desde então.
Em
2008, foi editado o Decreto 6558, que estabeleceu regras duradouras
para a aplicação do horário de verão, como a área de abrangência e época
para início e término. Assim, ficou determinado que o horário de verão
será aplicado nos estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste do País,
incluindo o Distrito Federal, com início sempre no terceiro domingo de
outubro e encerramento no terceiro domingo de fevereiro do ano seguinte –
a menos que este seja o domingo de Carnaval. Nesse caso, o final do
horário de verão fica adiado para o final de semana seguinte, como
acontecerá em 2016.

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