A colheita do feijão no Norte Pioneiro terminou, mas a
comercialização continua lenta e os preços bem abaixo do custo de
produção - os piores do últimos 12 meses - trazendo prejuízos a quem
investiu na cultura.Embora seja pequena - a área atinge 12 mil hectares
na região - a produção teve produtividade de cerca de 1.250 quilos por
hectare,segundo o economista José Antônio Gervásio do Deral
(Departamento de Economia Rural), do Núcleo Regional em Jacarezinho da Secretaria Estadual do Abastecimento e da Agricultura (Seab).
O
órgão abrande 23 municípios:Curiúva, Figueira, Ibaiti, Jaboti, Japira,
Pinhalão, Tomazina, Barra do Jacaré, Cambará, Jacarezinho, Ribeirão
Claro, Carlópolis, Joaquim Távora, Quatiguá, Conselheiro Mairinck,
Guapirama, Jundiaí do Sul, Santo Antônio da Platina, Salto do Itararé,
Santana do Itararé, São José da Boa Vista, Siqueira Campos e Wenceslau
Braz.
O feijão tem maior área de cultivo em Wenceslau Braz, São José da Boa Vista e Santana do Itararé.
A
situação é preocupante e a Federação da Agricultura do Estado do Paraná
(Faep) pediu recursos urgentes ao Ministério de Agricultura, Pecuária e
Abastecimento (Mapa) para tentar atenuar o quadro.De qualquer forma,
Gervásio acredita que a rotação com o milho continuará na região,"numa
safra o resultado é bom, na outra não, mas os produtores continuam
plantando",afirmou.
No Paraná até agora foram colhidas 80% da
produção e apenas 35% comercializadas. O montante total é de 454,9 mil
toneladas, alta de 34% em comparativo a segunda safra de 2012/13. A
produtividade também sofreu incremento, de 1,33 mil kg por hectare para
1,75 kg por hectare. A elevada produção justifica a forte queda nos
preços.
O preço médio atual recebido pelo produtor paranaense
é 37% inferior ao preço mínimo estipulado de R$ 95 para o feijão
carioca e 43% inferior ao custo de produção de R$ 104,77 por saca
calculado pela Companhia Nacional do Abastecimento (Conab).
Os
preços médios recebidos pelos produtores para o feijão carioca no
Paraná seguem tendência de desvalorização, com cotações atuais de R$ 60
por saca, de acordo com a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento
(Seab). O preço médio atual recebido pelo produtor paranaense é 37%
inferior ao preço mínimo de R$ 95 e 43% inferior ao custo de produção de
R$ 104,77 por saca calculado pela Companhia Nacional do Abastecimento
(Conab).
O governo federal anunciou a disponibilização de R$
20 milhões em recursos para Aquisições do Governo Federal (AGF), dos
quais R$ 2 milhões, ou apenas 10%, foram programados para o Paraná,
maior produtor nacional de feijão, que deve responder na safra 2013/14
por 23% do abastecimento nacional. Apesar do esforço dos produtores para
participarem da limitada quantidade a ser apoiada no Estado, as
informações são de que os recursos ainda não foram liberados e de que
não há previsão de apoio a comercialização para os meses seguintes.
FONTE: NP DIÁRIO..
FONTE: NP DIÁRIO..

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