sexta-feira, 2 de agosto de 2013

DEPUTADO INTEGRA LISTAS DE PROMOÇÕES IRREGULARES NA ASSSEMBLÉIA...


do G1
O deputado Anibelli Neto (PMDB) é uma das pessoas que foram beneficiadas pelas promoções irregularidades ocorridas na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) em 2005. Em 1991, quando tinha 17 anos, ele foi contratado sem concurso público como agente administrativo. A legislação brasileira proíbe que pessoas como menos de 18 anos ocupem cargos públicos.

Além disso, o atual deputado mudou de função, passando a ocupar o cargo de consultor jurídico. Esta mudança também é ilegal. Hoje a diferença de salário entre as funções é de quase R$ 5.000,00. Neto não quis se pronunciar sobre o assunto.

O nome do deputado apareceu em um levantamento realizado por uma comissão especial da Assembleia para revisar o enquadramento dos funcionários da Casa. Foram encontradas irregularidades na situação funcional de 200 servidores. Número corresponde a quase metade dos 459 casos analisados.
A situação de Anibeli Neto é similar a de outros 72 servidores, que foram contratados em cargos de nível médio e, mais tarde, promovidos a cargos de nível superior sem concurso público. Houve datilógrafo que virou procurador, auxiliar administrativo que passou a ocupar o cargo de dentista e também o caso de um faxineiro que virou consultor legislativo. A presidência da Assembleia promete reduzir o salário de todos estes que receberam aumentos indevidos.

Outro político também aparece na lista. O ex-prefeito da Lapa, na Região Metropolitana de Curitiba, Paulo Furiati. De acordo com o levantamento, ele deixou de ser funcionário da Assembleia em 1991, quando foi trabalhar no Instituto Ambiental do Paraná (IAP). Mas em 2008, 17 anos depois de sair do quadro de servidores do legislativo estadual, ele teve direito a licença remunerada e férias.
Furiati disse que entrou no serviço público pelo Instituto de Terras, Cartografia e Florestas (ITCF), que ficou à disposição da Assembleia e que o salário que recebeu está dentro da lei.
Sindicato contesta levantamento
Em nota, o sindicato que representa os servidores da Assembleia argumentou que as promoções são legais e que o trabalho da comissão não respeitou os direitos, nem o estatuto dos servidores. O sindicato informou ainda que vai recorrer da decisão.

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