do G1
O deputado Anibelli Neto (PMDB) é uma das pessoas
que foram beneficiadas pelas promoções irregularidades ocorridas na
Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) em 2005. Em 1991, quando tinha
17 anos, ele foi contratado sem concurso público como agente
administrativo. A legislação brasileira proíbe que pessoas como menos
de 18 anos ocupem cargos públicos.
Além disso, o atual deputado
mudou de função, passando a ocupar o cargo de consultor jurídico. Esta
mudança também é ilegal. Hoje a diferença de salário entre as funções é
de quase R$ 5.000,00. Neto não quis se pronunciar sobre o assunto.
O nome do deputado apareceu em um levantamento realizado por uma
comissão especial da Assembleia para revisar o enquadramento dos
funcionários da Casa. Foram encontradas irregularidades na situação
funcional de 200 servidores. Número corresponde a quase metade dos 459
casos analisados.
A situação de Anibeli Neto é similar a de outros 72 servidores, que foram contratados em cargos de nível médio e, mais tarde, promovidos a cargos de nível superior sem concurso público. Houve datilógrafo que virou procurador, auxiliar administrativo que passou a ocupar o cargo de dentista e também o caso de um faxineiro que virou consultor legislativo. A presidência da Assembleia promete reduzir o salário de todos estes que receberam aumentos indevidos.
A situação de Anibeli Neto é similar a de outros 72 servidores, que foram contratados em cargos de nível médio e, mais tarde, promovidos a cargos de nível superior sem concurso público. Houve datilógrafo que virou procurador, auxiliar administrativo que passou a ocupar o cargo de dentista e também o caso de um faxineiro que virou consultor legislativo. A presidência da Assembleia promete reduzir o salário de todos estes que receberam aumentos indevidos.
Outro político também aparece na lista. O ex-prefeito da Lapa, na Região Metropolitana de Curitiba, Paulo Furiati.
De acordo com o levantamento, ele deixou de ser funcionário da
Assembleia em 1991, quando foi trabalhar no Instituto Ambiental do
Paraná (IAP). Mas em 2008, 17 anos depois de sair do quadro de
servidores do legislativo estadual, ele teve direito a licença
remunerada e férias.
Furiati disse que entrou no serviço público pelo Instituto de Terras, Cartografia e Florestas (ITCF), que ficou à disposição da Assembleia e que o salário que recebeu está dentro da lei.
Sindicato contesta levantamento
Furiati disse que entrou no serviço público pelo Instituto de Terras, Cartografia e Florestas (ITCF), que ficou à disposição da Assembleia e que o salário que recebeu está dentro da lei.
Sindicato contesta levantamento
Em
nota, o sindicato que representa os servidores da Assembleia argumentou
que as promoções são legais e que o trabalho da comissão não respeitou
os direitos, nem o estatuto dos servidores. O sindicato informou ainda
que vai recorrer da decisão.

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