No Paraná,dados do Departamento de Economia Rural apontam que,nos
últimos 12 anos, a área de café diminuiu 50% no estado, até 2000 a área
de café girava em torno de 163.900 hectares enquanto que em 2012 a área
fechou em torno de 83.200 hectares.Cerca de 12 mil produtores estão
envolvidos na atividade no estado, sendo o Norte Pioneiro a região que
possui maior área de plantio com aproximadamente 56 mil hectares
plantados, segundo Franc Rom Oliveira, técnico do Deral jacarezinhense.
Na área da Regional da Seab Jacarezinho,
há aproximadamente 7.500 produtores envolvidos com café , em uma área
plantada em torno de 31.614 hectares, e em produção 2.013 20.880 com
produção estimada de 38.400 toneladas, sendo o município de Carlópolis o maior produtor com área de 4.300 hectares.
Diversos
problemas vêm colaborando para a diminuição da área de café no estado,
a mão de obra e o aumento nos custos de produção são alguns dos vários
problemas que os cafeicultores vêm enfrentando ao longo dos anos.
As
chuvas ocorridas nos últimos dias na região causam atrasos na colheita,
das 38.400 toneladas desta safra, cerca de 35% foram colhidas, o
excesso de chuvas também leva grande parte dos grãos ao chão afetando a
qualidade do produto.
De acordo com produtores da região, a
mão de obra é o principal responsável pelo custo de produção na
atividade, atualmente, 70% dos custos da lavoura se referem à mão de
obra e insumos, e esses custos subiram de maneira acelerada, mas o preço
do café não.
A situação dos produtores de café vem agravando
no decorrer dos anos, por diversos problemas como chuvas, secas, falta
mão obra entre outros, mas a principal causa do desânimo dos produtores
é o preço da saca do café, visto que em 2004 a saca era comercializada
em torno de R$ 210,00 e o salário mínimo R$ 260,00, hoje a saca de café
é comercializada em torno de R$ 280,00 e o salário mínimo R$ 678,00.
As
regras para formação de preços, oferta, demanda e estoque foram
rompidas, e os produtores de commodities são os maiores prejudicados.
A
cafeicultura brasileira responde por 36% da produção mundial e por 30%
do comércio internacional do produto. Do total produzido no país 67% são
exportados.
O café hoje no Brasil é um exemplo clássico. A
estatística é boa, mas os preços estão horríveis. O Brasil é produtor e
consumidor de café com poderes mais ou menos equilibrados, mas no
mercado internacional são milhares de produtores de café e quatro
consumidores cartelizados. É evidente que o poder é diferente. E os
grandes fundos de investimento ainda entraram no mercado comprando e
vendendo independentemente de safra. Com isso, o preço de café tem se
comportado simetricamente com a diferença de produção líquida dos
grandes fundos. Isso acontece há anos e significa dizer que os preços
sobem 20 centavos quando os fundos compram 20 mil contratos. Se eles
vendem 15 mil contratos, os preços caem 15 centavos.
NP DIÁRIO.

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