GERALDO NOTÍCIAS: NORTE PIONEIRO TEM A MAIOR ÁREA DE CAFÉ DO PARANÁ MAIS 7.500 PRODUTORES DA REGIÃO MOSTRAM APATIA..

sábado, 20 de julho de 2013

NORTE PIONEIRO TEM A MAIOR ÁREA DE CAFÉ DO PARANÁ MAIS 7.500 PRODUTORES DA REGIÃO MOSTRAM APATIA..

No Paraná,dados do Departamento de Economia Rural  apontam que,nos últimos 12 anos, a área de café diminuiu 50% no estado, até 2000 a área de café girava em torno de 163.900 hectares enquanto que em 2012 a área fechou em torno de 83.200 hectares.Cerca de 12 mil produtores estão envolvidos na atividade no estado, sendo o Norte Pioneiro a região que possui maior área de plantio com aproximadamente 56 mil hectares plantados, segundo Franc Rom Oliveira, técnico do Deral jacarezinhense. 
Na área da Regional da Seab Jacarezinho, há aproximadamente 7.500 produtores envolvidos com café , em uma área plantada em torno de 31.614 hectares, e em produção 2.013 20.880 com produção estimada de 38.400 toneladas,  sendo o município de Carlópolis o maior produtor com área  de  4.300 hectares.  
Diversos problemas  vêm colaborando para a diminuição da área de café no estado, a mão de obra e o aumento nos custos de produção são alguns dos vários problemas que os cafeicultores vêm enfrentando ao longo dos anos.
As chuvas ocorridas nos últimos dias na região causam atrasos na colheita, das 38.400 toneladas  desta safra, cerca de 35% foram colhidas, o excesso de chuvas também leva grande parte dos grãos ao chão afetando a qualidade do produto. 
De acordo com produtores da região, a mão de obra é o principal responsável pelo custo de produção na atividade, atualmente, 70% dos custos da lavoura se referem à mão de obra e insumos, e esses custos subiram de maneira acelerada, mas o preço do café não.
A situação dos produtores de café vem agravando no decorrer dos anos, por diversos problemas como chuvas, secas, falta mão obra entre outros,  mas a principal causa do desânimo dos produtores é o preço da saca do café, visto que em 2004  a saca era comercializada em torno de R$ 210,00 e o salário mínimo R$ 260,00, hoje a saca de café é comercializada em torno de R$ 280,00 e o salário mínimo R$ 678,00. 
As regras para formação de preços, oferta, demanda e estoque foram rompidas, e os produtores de commodities são os maiores prejudicados.  
A cafeicultura brasileira responde por 36% da produção mundial e por 30% do comércio internacional do produto. Do total produzido no país 67% são exportados.
O café hoje no Brasil é um exemplo clássico. A estatística é boa, mas os preços estão horríveis. O Brasil é produtor e consumidor de café com poderes mais ou menos equilibrados, mas no mercado internacional são milhares de produtores de café e quatro consumidores cartelizados. É evidente que o poder é diferente. E os grandes fundos de investimento ainda entraram no mercado comprando e vendendo independentemente de safra. Com isso, o preço de café tem se comportado simetricamente com a diferença de produção líquida dos grandes fundos. Isso acontece há anos e significa dizer que os preços sobem 20 centavos quando os fundos compram 20 mil contratos. Se eles vendem 15 mil contratos, os preços caem 15 centavos.
NP DIÁRIO.

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